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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Corte de Gelo e Estrelas - Sarah J. Maas - {Resenha}

Corte de Gelo e Estrelas 

O aguardado spin-off da série Corte de Espinhos e Rosas.

Feyre, Rhys e seu círculo íntimo de amigos ainda estão ocupados reconstruindo a Corte Noturna e tentando manter a paz, conquistada a base de muito esforço e perdas pessoais, após a queda da muralha.

Mas o Solstício de Inverno finalmente está próximo e, com isso, um alívio merecido. Compras, festas, celebração e a promessa de dias tranquilos. A atmosfera festiva não consegue, entretanto, impedir que as sombras da guerra se aproximem.

Em seu primeiro Solstício como Grã-Senhora, Feyre ainda lidando com os horrores do passado recente, e percebe que seu parceiro e sua família têm mais cicatrizes do que ela esperava – cicatrizes que podem impactar o futuro, e a paz, de sua Corte.

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Minha Opinião.....

faz com que o livro seja maravilhoso em poucas páginas 



Feyre está se reconstruindo, ainda tem pesadelos com o que aconteceu, como quase perdeu seu parceiro na guerra, como quase perdeu todos aqueles que amam. Mas aquilo ficou para trás, ela tem Rhys ao seu lado, e tem uma cidade que a admira, só falta uma coisa: Que suas irmãs aceitassem realmente a sua nova vida ao seu novo corpo.
Rhys está fazendo de tudo para que sua parceira seja feliz, ele não quer um casamento como a de seus pais, ele não quer infelicidade para nenhum dos dois. Ele quer toda a família reunida no Solstício, quer risadas raramente escutadas vindas de seus irmãos, principalmente das irmãs de Feyre.
O livro nos traz um pouco do cotidiano de Rhys e Feyre, já que nos livros anteriores mal o vimos vivendo normalmente, só o que vimos foi o preparativo de uma guerra. Mas nesse pequeno e intimo conto, só reafirmou o que já sabíamos, que eles foram feitos um para o outro, e ver eles tão felizes depois de tudo o que passaram nos traz sensação de algo conclusivo, mesmo que no final do conto fiquemos querendo saber o que vai acontecer nessa nova fase escolhida pelos dois.
O que me fez ficar confusa foi as escolhas de Elain (irmã de Feyre), ela em um momento abre a porta tão rápido quanto pode para seu parceiro Lucien, e depois no momento seguinte não fala nada e o trata com indiferença, eu realmente não entendi isso. E sem falar na amizade incrivelmente crescente entre ela e Azriel. O que isso significa ?
O que me fez ficar com raiva foi as atitudes de Nestha (outra irmã de Feyre), a indiferença dela com as irmãs me magoou muito, e o pouco caso com Cassian não faz sentido depois do que ela fez no livro anterior.
Realmente temos que ter a continuação dessa história, que tenho certeza que será espetacular como os outros. E o que eu mais quero ? Mais cenas de Rhysand sendo o Grão-Senhor mais poderoso que existe na série.
Obs: Não posso deixar de citar que Amren continua sendo a personagem mais forte e incrivelmente irritante (mais um irritante que diz verdades) da série. 
  
"- Não para você. Jamais para você - Ele passou os braços por minha cintura, beijando minha têmpora - Construa uma casa com um estúdio de pintura. - Então beijou minha outra têmpora - Construa uma casa com um escritório para você e um para mim. Construa uma casa com uma banheira grande o bastante para dois...e para as asas. - Outro beijo, dessa vez na bochecha. - Construa uma casa com quartos para toda a nossa família - Ele beijou minha outra bochecha- Construa uma casa com um jardim para Elain, um ringue de treinamento para os bebês illyrianos, uma biblioteca para Amren e um imenso para Mor..."

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Uma Chance para o amor - Tessa Dare - {Resenha}

Uma Chance para o Amor

Uma nevasca não possui tanta fúria quanto uma solteirona desprezada.

A senhorita Elinora Browning cresceu ansiando pelo amor do belo e inteligente cavalheiro da casa ao lado… mas ele deixou a Inglaterra sem nem olhar para trás.

Em uma noite, inspirada pela bebida, Nora despejou seu coração partido no papel e escreveu um manifesto intitulado Lorde Ashwood perdeu sua oportunidade, para todas as jovens que tinham sido negligenciadas pelos homens.

Depois de se tornar famosa pelo seu brilhante texto, a Srta. Browning está a caminho de Spindle Cove para dar uma palestra na biblioteca Duas Irmãs. Mas o tempo ruim atrasa sua viagem e ela é forçada a esperar a nevasca passar com o pior companheiro possível: o próprio Lorde que destruiu seu coração. E desta vez ele finalmente parece notar a sua existência…
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Minha Opinião ....


Tão rápido que não vi chegar o fim 



Nora foi magoada a alguns anos atrás, é que no momento que perdeu seu irmão, acabou perdendo também seu melhor amigo e seu amor secreto. Ele foi para longe sem nem olhar para trás. E o que restou a Nora foi sua imaginação fértil, dizendo que ele iria voltar, mas como ele não voltou o que Nora fez foi um depoimento por escrito dizendo como o Lorde em questão magoou seu coração e sendo assim perdeu também a oportunidade de ser feliz ao lado de uma pessoa que o amava tanto.

" Oh, Senhor. Se puder me conceder um pedido, que seja este: por favor, por favor, por favor. Não deixe que ele tenha lido o manifesto.
- Seu manifesto é uma leitura muito interessante - A voz dele tinha um tom gelado.
   Nora virou os olhos para cima. Sério ? Você nunca atende a esses pedidos ?
- Como era o título, mesmo ? - ele se perguntou, tamborilando o dedo no assento. - Ah sim: Lorde Dashwood perdeu sua oportunidade.
- Na verdade, o título é Lorde Ashwood perdeu sua oportunidade.
- Sim, é claro. - Ele a encarou com um olhar severo."

E não é que fez sucesso ? Todas as mulheres apoiaram e aplaudiram sua perspicácia e sua força em seguir em frente, sua determinação em tentar esquecê-lo. Fez tanto sucesso que a pequena biblioteca de Spindle Cove, resolveu chama-la para fazer uma pequena palestra. O problema ? O condutor saiu sem ela, mas tem uma bem na sua frente, então tudo bem. Mas tem mais um problema. O passageiro a sua frente é o próprio Lorde Dashwood, aquele que feriu seu coração e ele tem uma opinião bem forte sobre o que ela escreveu.
Os dois então passam por momentos que farão repensar suas atitudes, repensar o que de fato aconteceu no passado. Enquanto do outro lado vemos a aventura de  quatro amigos que nos fizeram apaixonar por suas histórias, sim, estou falando de Griff, Colin, Thorne, Bramwell, amigos que juntos me fizeram rir de suas aventuras malucas, o que me fez sentir o gostinho dos livros anteriores.

"- Então você batizou nada com meu nome.
- Não só este. - Ele folheou mais páginas do atlas, parando em cada uma para apontar algum detalhe. - Aqui está Monte Browning, está vendo ? Pura ficção. E rio Nora neste, também falso. Ah, e aqui temos Cabo Elinora.
-Você deu meu nome a vários nadas.
-Sim - ele disse, empolgado. - Você entende, agora ?
- Não. Não entendo.
  Ele pôs o atlas de lado e pegou o rosto dela em suas mãos.
- Eu dei seu nome a todos os nadas. Porque, minha querida Nora... não importava para onde eu viajasse, sempre era você que estava faltando."

O romance é curto e singelo, delicado e ao mesmo tempo engraçado. É uma boa maneira de conhecer e ver pessoas novas e as que já estavam em nossas mentes.



terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

O Refúgio do Marquês - Lucy Vargas - {Resenha}


O Refúgio do Marquês


"Agora você é meu refúgio e, com certeza, o mais belo".

Henrik e Caroline não poderiam ser mais diferentes.

Ele, o Marquês de Bridington, é um homem selvagem e inapropriado, que vive há anos no campo, fugindo dos fantasmas do seu passado obscuro e repleto de segredos.

Ela, Caroline Mooren, a Baronesa de Clarington, é uma jovem destemida, com um passado doloroso, que recebe a missão de reformar a mansão e talvez o marquês, ao menos é o que a marquesa viúva espera.

Ele é um caso perdido. Ela é uma mulher com um futuro incerto. Mas juntos, eles se completam e acendem a chama da paixão, que ambos acreditavam estar completamente extinguida, trazendo à tona segredos e temores que ambos escondem.

Se reerguer sob o peso do passado será uma batalha que ultrapassará os limites do refúgio que o marquês pensa ter construído, mas será que o amor é capaz de ultrapassar tantas barreiras e vencer, ou eles perderão tudo outra vez?




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Minha Opinião...

Caroline é uma viúva que perdeu tudo, mas ela sabe que perdeu muito antes disso. Forçada a se casar com um barão inconveniente que armou tudo para obter o casamento que queria, ela perdeu sua liberdade e sua dignidade foi junto. Depois de passar dois anos sozinha, ela resolve ir embora já que o próximo barão quer a sua casa de direito, e ela não quer ficar perto de mais um daquela família, então, sendo assim, aceita o trabalho oferecido pela marquesa viúva de cuidar da propriedade de seu filho o marquês de Hilton.

" - Pensei que nunca iriam embora - ele disse.
   Ela quase o matou só com olhar.
- O senhor é um ...
- Acho melhor repensar o que está a ponto de dizer. Eu posso ver em seu olhar que será pesado - ele a interrompeu, claramente se divertindo.
- Mal- educado - ela disse, engolindo o insulto que ia sair antes. Depois, ficaria culpando-se por ele fazê-la perder a compostura.
- Ah, bem, nesse caso, acho que tem razão"

Henrik está cansado, nunca em sua juventude, ele se viu cuidando de uma filha sozinha, enquanto sua mulher está trancada dentro do quarto, sendo louca. É uma situação a qual ele já devia ter se acostumado, já que 5 anos se passaram sem nenhuma melhora. O fato é que ele não precisa que sua mãe convide uma mulher para cuida da administração de sua casa, já que sua esposa não se encontra em perfeito estado.

" - Sabe a quanto tempo não beijo uma mulher ?
   Ela sorriu, reconhecendo a pergunta.
- Desde que me beijou pela última vez no meu antigo quarto ?
- Eu a amei desde a primeira vez que lhe perguntei isso. Só demorei a entender que já havia me trazido de volta naquela noite. E, quando entendi, soube que não podia. Mas eu já a amava tanto que não conseguia lutar, era como deixar de viver outra vez. Depois de você, eu não queria voltar para o fundo do poço. E não tinha mais a capacidade de adormecer meus sentimentos."

Os dois, com suas brigas instigantes e senso de humor bastante provocadores, acabam se aproximando, ao ponto de já não saber mais se é uma simples amizade ou um amor que não  poderia ter nascido naquela situação. Henrik esconde um segredo, uma coisa que sua mulher fez que o tornou tão sombrio e distante, Caroline esconde sua tristeza e incerteza sobre si mesma.

"- Eu estava definhando por dentro de novamente, a cada dia longe de você - ele disse, olhando-a de perto. - Mas não sei como pode me aceitar depois de tudo o que aconteceu.
   Henrik soltou o queixo dela e seus dedos tocaram seu colo, sobre a marca da tesourada que devia tê-la matado. A manga do vestido cobria a marca leve em seu ombro, mas, se olhasse bem, poderia ver a outra em seu braço.
- Chama-se amor, Milorde. Aprendi com você"

Henrik e Caroline formam um casal que torcemos mesmo sabendo que não é certo, mesmo sabendo que no momento não será possível, a filha de Henrik, Lydia, é o que torna o livro engraçado e muito açucarado. A situação que foi imposta aos dois torna a história triste e absurdamente apaixonante que nos faz avaliar o que significa amar verdadeiramente.
Devo dizer que a mulher de Henrik, Roseane, é louca, mimada, perversa, e louca de novo, porque ela é demais, e o que ela fez e o que vem fazendo durante todos os anos é perverso além do limite e só me fez querer arrastar ela pra bem longe, talvez o Alasca .
Enfim, os dois são incríveis, são fortes, e me emocionou saber que depois de tudo o que passaram, tem esperança de um futuro melhor.

"- Eu não queria que você fosse , nem que houvesse clareado. Se ao menos estivesse chovendo... - ela lamentou
  Ele apontou a janela que parecia ainda mais iluminada, só para provar que era dia e para lembrá-los de que seria uma manhã ensolarada e o tempo deles estava terminado.
- Olha, Caroline, para aquelas estrias invejosas que cortam pelas nuvens do nascente. As candeias da noite se apagaram; sobre a ponta dos pés o alegre dia se põe, no pico das montanhas úmidas. Ou parto, e vivo, ou morrerei ficando. Ficar é para mim grande ventura; partir é dor.
  Ela ficou olhando a janela, mas virou o rosto para ele e franziu o cenho. Acabou sorrindo quando ele sorriu também e só por isso teve certeza que não estava doida, ele citara Romeu e Julieta."

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Desejo e Escândalo - Lorraine Heath - {Resenha}

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Mick Trewlove é o filho bastardo do duque de Hedley, mas ninguém sabe disso. Mesmo depois de se tornar um empresário de sucesso, ele ainda busca vingança contra o homem que o abandonou. E qual a melhor forma de fazer isso do que seduzir a noiva do filho legítimo do duque? Lady Aslyn está noiva do conde Kipwick, filho único do duque de Hedley, mas se vê, inesperadamente, apaixonada pelo misterioso bilionário Mick Trewlove. Durante os passeios pelos parques de Londres, ela começa a desconfiar de que algo se esconde por trás do sorriso sedutor, mas não tem certeza. Quando os segredos são revelados, uma reviravolta inesperada surpreende Mick, que terá que escolher entre manter seu plano de vingança ou ser feliz.

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Minha Opinião...


O que importa mais ? Uma vingança ou um amor ?



Mick tem tudo planejado desde o dia em que descobriu ser filho do Duque de Hedley, duque esse que ignorou todas as suas tentativas de comunicação, afirmando não ter um bastardo. Mas era mentira, ele estava ali não é mesmo ? E estava na hora de alguém pagar pelos anos em que ele passou sozinho, trabalhando desde criança, em vez de ter amor e carinho como era de se esperar. E qual melhor vingança do que, atingir o seu filho legitimo, tirar tudo o que ele tem, inclusive a sua noiva Aslyn, a quem possui tanto afeto.

" - Você está tomando liberdades - sussurrou Aslyn, segurando o maxilar dele com a mão, acariciando a pele dele com os dedos. Sob a mão dele, os músculos e tendões delicados dela trabalhavam lentamente, suavemente .
Recuando, ele a encarou.
- Estou, de fato. Parece que, quando se trata de você, não sou muito disciplinado.
No escuro, ele a ouviu engolir em seco.
- A cerveja quer que você me beije de novo.
- Bem, não vou querer decepcionar a cerveja.
Os lábios dele foram de encontro aos dela."

Aslyn é a protegida do duque e da duquesa desde os 7 anos, eles cuidaram dela desde a morte de seus pais, na verdade não é bem cuidado, é mais como uma prisão, em que ela só podia sair com dois guardas e uma criada, e em que seu destino já estava trançado com Kip, o conde filho dos seus tutores e a quem sempre viveu junto, como dois irmãos, e não como dois noivos.
Aslyn em uma noite se vê de frente para o misterioso e sedutor Mick Trewlove, o orfão bastardo que cresceu e construiu seu próprio império, e então de repente ele estava lá em todos os momentos em que ela ou pensava nele, ou precisava dele. E então o que era para ser encontros fúteis e voláteis, se transforma em um encontro de dois amantes, que desejam a liberdade que só os dois juntos podem conceder um ao outro.

"- Porque você não gritou ? Porque não pediu ajuda ? - indagou ela a criada
 - Ele é um bastardo. Todos eles são bastardos. De que importa se ele se afogar ?É uma pessoa mal concebida a menos ... 
  A palma da mão de Aslyn a atingiu com força e rapidez, ecoando em torno delas ao acertar o rosto da aia. O choque da dor subiu por seu braço, a ardência em sua mão pegando-a de surpresa. Ela nunca havia batido em alguém antes. Precisou se esforçar ao máximo para não bater de novo. 
- Você está dispensada. Não me importa como vai voltar a Londres, mas não viajará conosco. 
- O duque e a duquesa... 
- Não ouvirão uma única palavra sobre este passeio. Você vai juntar as suas coisas e ir embora em silêncio, e agradeça a Deus por eu não prestar queixa por tentativa de homicídio contra você. 
- Ele não vale nada. Ninguém se importa com ele.
 - Eu me importo ! E em quem você acha que um júri vai acreditar ? Em você ou na filha de um conde ? "

Ela demonstra que posição social não é importante e que não define quem você é, ele mostra os prazeres de ser livre, de ser amada verdadeiramente, ele a mostra como ser uma mulher sendo desejada. Mas no entanto, Mick tem um segredo que pode acabar com tudo o que eles viveram, uma vingança é o que Mick quer, mas passando o tempo com Aslyn parece que não é tão mais importante assim.

"- Ao menos me conte sobre minha mãe - exigiu Mick.
Parando abruptamente, o duque olhou para trás.
- Ela era a mulher mais linda que eu já tinha visto na vida, a mais generosa que eu já conheci. Eu me apaixonei por ela instantaneamente. Tenho vergonha de admitir, mas sinto uma falta tremenda dela.
- Ela estava tão ansiosa para se livrar de mim quanto você ? Ou implorou para poder ficar comigo ? Você me arrancou dos braços dela ou ela me entregou por vontade própria ?

- Não há nada a ser ganho, Sr. Trewlove, retornando ao passado." 

Devo afirmar que Aslyn é tudo o que uma mulher deve ser naquela época, decidida e ao mesmo tempo saber quando e onde é bem vista, sabendo quais são as atitudes que não só a colocaram em ruína, mas também situações em que ela não quer estar. Mick no entanto cresceu sabendo que foi recusado e entendo seu ponto ao constar que querer saber suas origens não é nada mais do que ele merece e a cortesia com que trata Aslyn acaba mostrando um lado que ele até mesmo desconhecia, a de um cavalheiro, a de um duque de coração.

Eles dois juntos são perfeitos, um complementa o outro quando não se pode fazer muito, um desafia o outro a ser melhor, um mostra ao outro o que é ser realmente da nobreza, e que nada tem a haver com sua posição na sociedade. 




quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Trecho do Próximo Livro de Julia Quinn - Série Rokesbys - Um Cavalheiro a Bordo

Resultado de imagem para um cavalheiro a bordo                     CAPÍTULO 1

 Início do verão de 1786 Para uma jovem que cresceu em uma ilha – mais precisamente em Somerset –, Poppy Bridgerton havia passado muito pouco tempo no litoral. Não que não fosse habituada à água. Perto da propriedade de sua família havia um lago, e os pais de Poppy haviam insistido para que todos os filhos aprendessem a nadar. Talvez seja mais preciso dizer que tinham insistido para que todos os filhos homens aprendessem a nadar. Poppy, a única filha mulher da patota, considerou um acinte o fato de que ela seria a única Bridgerton a morrer em um naufrágio, e foi isso que disse aos pais antes de se juntar aos irmãos e se atirar de cabeça no lago. Logo se tornara, em sua opinião, a melhor nadadora da família. Naquele dia, contudo, não daria para nadar. Afinal, estava diante do oceano (ou melhor, do canal), e a água gélida e cruel era muito diferente do plácido lago perto de casa. E estava sozinha, ainda por cima. Além disso, estava se divertindo bastante explorando a praia.

 Os pés afundando na areia macia, a maresia pungente no ar – tudo aquilo era muito exótico para ela, como se de repente estivesse na África. Bem, talvez não fosse exatamente exótico, pensou ela, enquanto comia seu queijo inglês bem familiar, parte do lanche que trouxera para o passeio. Ainda assim, era um ambiente novo, uma mudança grande, e isso tinha algum peso. Ainda mais naquele momento, considerando que o todo o resto de sua vida continuava igual. Era quase julho e a segunda temporada de Poppy em Londres tinha terminado recentemente. Poppy chegara ao fim da temporada da mesma forma como começara: sem marido e sem compromisso. E um tanto entediada. Ela até que poderia ter continuado em Londres durante os estertores da agitação social, torcendo para encontrar alguém que ainda não havia conhecido (o que era improvável). Poderia ter aceitado o convite da tia para ir para o campo, em Kent, na esperança de acabar gostando de algum dos cavalheiros descompromissados que fossem, por acaso, convidados para jantar (o que era ainda mais improvável).

 Mas é claro que, para tudo isso, ela teria que ter trincado os dentes e segurado a língua quando tia Alexandra perguntara qual fora o problema com a seleção mais recente de pretendentes (o mais improvável de tudo). Os candidatos de Poppy tinham sido um mais entediante que o outro, mas graças a Deus ela havia sido salva por Elizabeth, sua querida amiga de infância que tinha se mudado para Charmouth vários anos antes com o marido e a convidara a estender a visita em sua casa. Para as duas boas amigas, seria como reviver os velhos tempos. Poppy pôs mais um pedacinho de queijo na boca. Bem, exceto pela barriga imensa de Elizabeth. Aquilo era uma novidade. A condição da amiga significava que Poppy não podia contar com a companhia de Elizabeth em suas caminhadas pelo litoral, mas não importava. Ela gostava muito de ficar sozinha. E depois de meses e meses tendo que entabular conversas sem significado em Londres, ela estava mais do que feliz em arejar a mente com a brisa salgada do mar. A cada dia, ela fazia uma rota diferente, e ficara empolgada ao descobrir uma pequena rede de cavernas no meio do caminho entre Charmouth e Lyme Regis, bem escondidas na altura onde a espuma das ondas varria a costa. A maior parte das cavernas ficava inundada na maré cheia, mas depois de examinar a paisagem, Poppy estava convencida de que tinha que haver algumas que permaneciam secas, e estava determinada a descobrir quais. Só pelo desafio, é claro. Era melhor se contentar com quaisquer desafios que pudesse encontrar, já que ela estava nos confins do mundo.

 Depois de terminar de comer, ela franziu os olhos na direção das rochas. O sol estava às suas costas, mas o dia estava tão claro que fazia com que ela se lamentasse por não ter uma sombrinha.
Contudo, ela não iria desistir ainda. Nunca chegara tão longe e, na verdade, só conseguira chegar até aquele ponto depois de convencer a aia rechonchuda de Elizabeth, que viera como sua acompanhante, a esperar por ela na cidade.
 – É como se a senhorita estivesse tirando uma tarde de folga – dissera Poppy, com um sorriso vendedor.
 – Não sei, não. A Sra. Armitage deixou muito claro que...
– A Sra. Armitage não tem estado com a cabeça muito boa desde o início da gravidez. Dizem que isso acontece com todas as mulheres – acrescentou, tentando desviar a atenção da aia do fato de que Poppy estava se esforçando para sair sem acompanhante.
 – Bom, isso é verdade – concordou Mary, inclinando o rosto para o lado. – Quando a esposa do meu irmão teve os meninos, não saía de sua boca uma única palavra que fizesse sentido.
– Exatamente! – exclamou Poppy. – Elizabeth sabe muito bem que eu consigo cuidar de mim mesma. Afinal, não sou nenhuma florzinha. Vou só dar uma caminhadinha tranquila pela orla. Aqui – falou, guiando a aia para uma aconchegante casa de chá –, por que a senhorita não se senta aqui e descansa um pouco? A senhorita trabalha tanto... Merece ter um tempo para si mesma. Assim, depois de deixar pagos um bule de chá e uma travessa de biscoitos, ela conseguira escapar – com dois dos biscoitos no bolso – e estava, naquele instante, muito feliz e serena caminhando sozinha. Poppy assobiava enquanto caminhava, deleitando-se com a chance de se entregar a um comportamento tão grosseiro (sua mãe ficaria horrorizada com o som!). Foi então que decidiu aumentar ainda mais a transgressão e começou a cantarolar uma musiquinha com uma letra nada apropriada aos ouvidos femininos.

– Oh, a criada foi até o o-ce-ano – cantou alegremente –, querendo arrumar um... o que é isso? Ela se deteve, olhando a formação peculiar de rochas à sua direita. Uma caverna. Só podia ser. E estava longe o suficiente da água para não ficar inundada na maré cheia. A caverna parecia um lugar perfeito para um pirata: fora da trilha, sua abertura ficava obscurecida por três grandes rochedos. De fato, era de se admirar que ela a tivesse encontrado. Poppy se espremeu para passar entre os rochedos, percebendo que um deles não era tão grande quanto ela havia imaginado, e então seguiu para a entrada da caverna. “Eu devia ter trazido uma lamparina”, pensou, enquanto os olhos se acostumavam à escuridão, mas Elizabeth sem dúvida ficaria bastante intrigada com a necessidade do apetrecho. Seria difícil explicar por que Poppy precisaria de uma lamparina para caminhar na praia no meio do dia. Poppy entrou devagarinho na caverna. Encorajada pela empolgação da novidade, avançou pelas bordas da caverna até o fundo... devagar... devagar... até que...

– Ai! – gemeu ela, se retraindo quando a mão bateu em uma ponta dura de madeira. – Ai ai ai. Isso foi... A voz dela morreu. O objeto em que batera não podia ser uma protuberância natural da caverna. Na verdade, parecia mais a quina de um caixote grosseiro de madeira. Hesitante, ela tateou no mesmo lugar até tocar – dessa vez, com mais delicadeza – uma placa de madeira lisa. Sem dúvida, era um caixote. Poppy não conteve uma risadinha eufórica. O que tinha encontrado? O tesouro de um pirata? O butim de um contrabandista? A caverna parecia abandonada, o ar pesado recendia a bolor, de modo que, o que quer que fosse aquilo, devia estar naquele lugar havia muito tempo. Ela logo reparou que a caixa era pesada demais para que conseguisse levantar sozinha, então correu os dedos pelas bordas, tentando determinar como abri-la. Maldição. Estava fechada com pregos. Ela teria que voltar ali, embora não fizesse ideia de como conseguiria justificar a necessidade de sair de casa com uma lamparina e um pé de cabra. Por outro lado... Ela inclinou a cabeça para o lado. Se na entrada já havia um caixote – na verdade eram dois, empilhados –, quem sabe o que poderia haver mais para o fundo? Ela avançou escuridão adentro, braços estendidos à frente.

– Cuidado aí! Poppy congelou. – O capitão vai tirar o seu couro se você deixar cair. Poppy prendeu a respiração, e seu corpo foi tomado pelo alívio ao constatar que a voz rouca de homem não se dirigia a ela. Alívio que deu lugar instantaneamente ao pavor. Bem devagar, ela recolheu os braços, abraçando o próprio corpo com força. Não estava sozinha. Com movimentos cuidadosos, ela se escondeu atrás das caixas. Quem quer que estivesse na caverna seria incapaz de vê-la, a não ser que...
 – Dá pra acender a porcaria da lamparina? A não ser que tivesse uma lamparina. Uma chama se acendeu, iluminando os fundos da caverna. Poppy franziu o cenho. Os homens tinham surgido atrás dela? Sendo assim, por onde haviam entrado? Para onde ia a caverna?
 – Não temos muito tempo – disse um dos homens. – Vamos logo com isso, me ajuda a encontrar o que a gente precisa.
– Mas e o resto?
– O resto vai estar bem guardadinho aqui até a gente voltar. De qualquer maneira, é a última vez. O outro homem riu.
– Isso se você acredita no capitão.
– Dessa vez ele está falando sério.
 – Ele nunca vai parar.
– Bom, mesmo que ele não pare, eu vou parar. Estou ficando velho demais pra isso.
 – Você puxou o pedregulho pra frente da entrada? – perguntou o primeiro homem, bufando ao pôr algo no chão. Então fora por isso que ela tivera que se espremer para entrar. Poppy deveria ter se perguntado como uma caixa tão grande tinha passado por uma fenda tão estreita.
– Ontem – veio a resposta. – Com o Billy.
– Aquele frangotinho?
– Humpf. Acho que ele deve estar com uns 13 anos agora.
– É mesmo? Deus do céu, pensou Poppy. Ela estava presa em uma caverna com contrabandistas – podiam até ser piratas! – e eles estavam fofocando como duas velhinhas tricoteiras.
 – O que mais a gente precisa? – disse a voz mais grave.
 – O capitão disse que não vai zarpar sem um caixote de aguardente. Poppy ficou lívida. Um caixote? Olhou ao redor, desesperada. Onde diabos poderia se esconder? Na parede da caverna havia uma pequena reentrância contra a qual ela poderia se espremer, mas os homens teriam que ser cegos para não vê-la. Ainda assim, era melhor do que seu esconderijo atual. Poppy se esgueirou para trás, encolhendo-se o máximo que conseguia na fenda. “Por favor por favor por favor. Prometo que serei uma pessoa melhor. Vou escutar a minha mãe. Vou até prestar atenção na igreja. Por favor por favor...”
 – Jesus Cristo! Devagarinho, Poppy ergueu o rosto para o homem que estava de pé ao lado dela.
 – Quem é você? – exigiu o homem, quase enfiando a lamparina na cara dela.
 – Quem é você? – rebateu Poppy, antes de se dar conta da imprudência daquela resposta.
– Green! – berrou o homem, e Poppy piscou, atônita. – Green!
 – O que foi? – resmungou o outro, que aparentemente se chamava Green.
– Tem uma garota aqui.
– O quê?
– Uma garota. Tem uma garota aqui. Green veio correndo.
– Quem diabo é essa garota? – exigiu ele.
 – Não sei – disse o outro, impaciente. – Ela não falou. Green se agachou, chegando o rosto maltratado a centímetros do de Poppy.
 – Quem é você? Poppy não disse nada. Ela não era muito boa em segurar a língua, mas se havia uma hora prudente para aprender, a hora era aquela. – Quem é você? – repetiu ele, grunhindo cada palavra.
– Ninguém – respondeu Poppy, enfim, encontrando certa coragem ao perceber que ele parecia mais cansado do que irritado. – Eu só estava dando uma caminhada. Não vou incomodar os senhores. Eu posso ir embora e pronto. Ninguém vai saber...
– Eu vou saber – disse Green.
– E eu também – falou o outro, coçando a cabeça.
 – Eu não vou dizer nada a ninguém – prometeu Poppy. – Eu nem sei o que...
– Droga! – praguejou Green. – Droga droga droga droga droga. Poppy olhou de um para outro de forma frenética, tentando decidir se estender aquela conversa poderia ajudá-la ou atrapalhá-la. – Droga! – praguejou Green outra vez. – Só faltava essa hoje.
– O que a gente faz com ela? – perguntou o outro homem.
– Sei lá. A gente não pode deixar essa garota aqui. Os dois homens ficaram em silêncio, encarando-a. – O capitão vai matar a gente – falou Green, enfim, com um suspiro.
– Não foi culpa nossa. – Acho que é melhor perguntar ao capitão o que fazer com ela – falou Green.
 – Eu não sei onde ele está – respondeu o outro.
– Você sabe? Green balançou a cabeça e disse:
– Ele não está no navio?
 – Não. Ele disse que ia encontrar a gente no navio uma hora antes de zarpar. Ele tinha algum negócio pra tratar.
 – Droga. Green suspirou, fechando os olhos, com uma expressão atormentada. – Não tem outro jeito – falou. – Vamos ter que levar ela com a gente.
 – O quê? – falou o outro homem.
– Quê? – guinchou Poppy.
– Deus do céu – resmungou Green, esfregando os ouvidos. – Esse guincho saiu de você, menina? Estou velho demais pra isso.
 – Não podemos levar a garota! – protestou o outro homem.
 – É melhor dar ouvidos ao seu amigo – disse Poppy. – Ele é obviamente um homem inteligente. O sujeito endireitou as costas, todo prosa.
– Brown. Meu nome é Brown – disse ele, assentindo para ela educadamente.
– Hã, encantada – disse Poppy.
– Você acha que eu quero levar ela? – disse Green. – Mulher no navio dá azar, e ainda mais essa daí. Poppy chegou a abrir a boca diante do insulto.
– Ora essa! Poppy falou ao mesmo tempo em que Brown dizia:
– Qual é o problema dessa daí? Ela disse que eu sou inteligente.
– O que só indica que ela não é. Além disso, ela fala.
 – Você também fala – replicou Poppy.
– Viu só? – disse Green.
– Ela não é tão má assim – disse Brown.
– Você acabou de dizer que não queria levá-la pro navio!
– E não quero mesmo, mas..
 – Não tem nada pior que mulher faladeira – resmungou Green.
– Há muitas coisas piores que isso – argumentou Poppy –, e, se o senhor não sabe disso por experiência própria, pode se considerar um sortudo. Por um instante, Green olhou para ela. Só olhou. E então grunhiu.
– O capitão vai matar a gente.
– Se os senhores não me levarem, não vai acontecer nada – Poppy apressouse em dizer. – Ele nunca saberia.
 – Ah, saberia, sim – sentenciou Green, sombrio. – Ele sempre sabe. Poppy mordeu o lábio, analisando suas possibilidades. Olhou para Green e abriu um sorriso hesitante, para ver o que acontecia. Green a ignorou e voltou-se para o amigo.
– Que horas... – E então deteve-se, pois Brown tinha desaparecido.
– Brown! – gritou ele. – Cadê você, diabo? A cabeça de Brown surgiu atrás de uma pilha de baús.
 – Calma, só vim pegar uma corda. Corda? Poppy ficou com a garganta seca.
 – Ah, bom – grunhiu Green.
– Você não quer me amarrar – disse Poppy, encontrando meios de falar a despeito da garganta seca.
– Não quero mesmo – disse ele –, mas é o que eu tenho que fazer, então vamos facilitar pra nós dois, que tal?
 – O senhor acha que eu permitirei que me amarre sem oferece – O senhor acha que eu permitirei que me amarre sem oferecer resistência?
– Estava torcendo para isso, sim.
 – Bom, torça o quanto quiser, porque eu...
– Brown! – gritou Green.
– Achei a corda! – respondeu Brown.
– Ótimo. Agora pega o resto das coisas também.
– Que resto das coisas? – perguntou Brown.
 – O resto das coisas – disse Green, sem paciência. – Você sabe do que eu estou falando. E um pano. – Ah. O resto das coisas – disse Brown. – Entendi.
 – Que resto das coisas? – questionou Poppy.
– Você não vai querer saber – respondeu Green.
– Posso lhe assegurar que vou querer saber, sim – afirmou Poppy
– Você disse que ia oferecer resistência – explicou ele.
– Sim, mas o que isso tem a ver com...
– Lembra que eu falei que estou velho demais pra isso? – Ela assentiu e Green acrescentou: – Bom, “isso” inclui resistência. Brown reapareceu, trazendo uma garrafa verde com ares de remédio.
– Toma – disse ele, entregando-a a Green. – Não que eu não conseguisse dar conta de você – explicou, abrindo a rolha. – Mas pra que tornar as coisas mais difíceis do que elas têm que ser?
– Os senhores vão me forçar a beber isso? – sussurrou ela. O cheiro que se desprendia da garrafa era horrível. Green balançou a cabeça.
– Tem um pano aí? – perguntou ele a Brown.
– Não, desculpa.
– Vamos ter que usar o seu lenço – disse Green a Poppy. – Fica parada.
– O que você está fazendo? – gritou ela, recuando com um solavanco.
– Sinto muito. – Por mais estranho que fosse, ele parecia estar sendo sincero.
– Não faça isso – pediu Poppy, soluçando e afastando-se o máximo que podia. Contudo, ela não chegou longe antes de sentir as costas tocando na parede da caverna. Só pôde observar enquanto ele embebia o linho diáfano do lenço com uma quantidade generosa do líquido malcheiroso. O pano ficou logo saturado, derramando várias gotas no chão úmido.
 – Você vai ter que segurar ela – disse Green a Brown.
– Não – protestou Poppy. – Não.
– Sinto muito – disse Brown, e também parecia estar sendo sincero.
 Green fez uma bola com o lenço amassado, apertando-o contra a boca dela. Poppy engasgou, sufocando com o ataque do vapor tóxico. E então o mundo se dissolveu em escuridão.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Um Marido de Faz de Conta - Julia Quinn - Os Rokesbys - {Resenha}


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Enquanto você dormia...Depois de perder o pai e ficar sabendo que o irmão Thomas foi ferido durante uma batalha, Cecilia Harcourt tem duas opções: se mudar para a casa de uma tia ou se casar com um vigarista. Para fugir desses destinos, ela cruza o Atlântico, determinada a cuidar do irmão. Após uma semana sem conseguir localizá-lo, ela encontra o melhor amigo dele, Edward Rokesby, inconsciente e precisando desesperadamente de cuidados. Mas, para permanecer a seu lado, Cecilia precisa contar uma pequena mentira...Eu disse a todos que era sua esposa.Quando Edward recobra a consciência, não entende nada. A pancada na cabeça o fez esquecer tudo que aconteceu nos últimos três meses, mas ele certamente se lembraria de ter se casado. Apesar de saber que Cecilia é irmã de Thomas, eles nunca foram apresentados. Mas, já que todo mundo a trata como esposa dele, deve ser verdade. Quem dera fosse verdade...Cecilia coloca o próprio futuro em risco ao se entregar ao homem que ama. Mas, quando a verdade vem à tona, Edward também pode ter algumas surpresas guardadas para a nova Sra. Rokesby.

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Minha Opinião...

E foi em meio á guerra que Cecilia descobriu o amor

Cecilia tem um irmão, ele é a única pessoa a quem ela verdadeiramente confia e sabe que ele também faria qualquer coisa por ela, mesmo ele estando tão longe, e mesmo sabendo que a qualquer momento pode morrer. O que Cecilia realmente acha quando de repente se descobre sem respostas de Thomas. Ao chegar uma carta do comandante de guerra avisando-a que seu irmão está desaparecido ela não conta duas antes de ir ao seu encontro.

"- Não posso tirá-lo do hospital - disse Cecilia.
- A senhora vai se sair bem - reassegurou o médico - Ele não poderia contar com cuidados melhores do que os da senhora.
- Não - insistiu ela - o senhor não compreende. Eu não tenho para onde levá-lo.
- Onde está hospedada ? - perguntou Edward
De repente, ele se lembrou de que Cecilia era sua esposa, o que significava que ele era responsável pelo bem-estar e pela segurança dela.
- Consegui alugar um quarto. Não é longe daqui, mas só tem uma cama.
Pela primeira vez desde que acordara, Edward sentiu um sorriso brotar nos lábios.
- Uma cama minuscula - explicou ela - Eu mesma mal caibo nela. Os pés dele iriam pender fora dela.
E então, como ninguém disse nada para aplacar seu palpável desconforto, ela acrescentou:
- Fica em uma pensão feminina. Não permitiriam a entrada dele.
Com crescente incredulidade, Edward se virou para o coronel Stubbs.
- Minha esposa teve que se instalar em uma pensão ?"

Mas o que acontece é que os oficiais não a deixam agir e não deixam ela entrar para pelo menos cuidar do melhor amigo de Thomas, a quem ela escreveu e recebeu diversas cartas, até que ela tem a brilhante ideia de gritar a todos que estavam escutando que Edward Rokesbys era nada menos que seu marido.
Edward não está lembrando de nada que aconteceu nos últimos meses, não foi por sua culpa, e ele não está doente, é que ele sofreu um terrível acidente que embaralhou e apagou tudo em sua mente. Mas ele tem quase certeza que não tinha conhecimento do seu casamento com a irmã do seu melhor amigo, mas se Cecilia diz que é a sua esposa, só resta a ele acreditar em sua palavra.
No entanto, o que eles não sabiam era que com o passar do tempo, um cuidando inconscientemente do outro, poderiam de fato se apaixonar, mas Cecilia tem que lidar com a mentira que começou toda essa história.

"- Você gosta de dançar ?
- Ás vezes.
- Por que só as vezes ?
Ele tocou a pontinha do nariz dela.
- Depende de quem seria o meu par.
Ela sorriu e, por um instante efêmero, ele pensou ter visto uma sombra de tristeza atravessar o resto dela. Mas passou tão rápido que ele não conseguiu ter certeza, e os olhos dela pareciam cansados, mas límpidos, quando ela falou:
- Imagino que isso seja válido para uma série de aspectos da vida.
Ele levou a mão á bochecha dela, sentindo-se extremamente grato por aquele momento. Grato por estar ao lado dela.
- Imagino que sim-  murmurou ele.
Ele olhou para baixo.Ela já estava dormindo."

O fato de não ser um livro digno de ser 5 estrelas, foi a dois probleminhas que me chatearam um pouco. O primeiro foi que Cecilia mentiu e continuou mentindo por uma razão, vamos assim nomear "pobre" de emoção, se ela tivesse contado a ele pelo menos no início que só o que ela queria era proteção e novidades sobre Thomas, daria mais uma razão para eles se envolverem muito mais.
O segundo foi a questão de que Edward sabia o seu nome e sabia que possuía uma família desde o começo e mesmo assim não fez questão de avisar a ninguém que estava bem e se encontrava vivo, quem fez isso ao invés, foi Cecilia a quem não tinham nenhuma responsabilidade de avisar, isso me magoou um pouco, já que como vimos no primeiro livro, o desaparecimento de Edward abalou a todos.
Ao todo o livro é leve, direto, e com suas pitadas de romance, e não esquecendo de citar que Julia Quinn sendo a escritora que é, não deixou de colocar altas doses de comédia e conversas inteligentes e que nos fazem refletir.

"- Você dormiu comigo por causa de uma mentira.
  Edward tentou reprimir a risada, mas em alguns segundos a cama inteira estremecia com a força de suas gargalhadas.
- Você está rindo, é ?
  Ele assentiu, pondo as mãos na barriga, pois a pergunta dela levou a um novo ataque de riso
- Eu dormi com você por causa de uma mentira - repetiu ele, rindo.
  Cecilia franziu o cenho, consternada.
- Essa é a verdade.
-Pode até ser, mas e daí ? - Ele deu uma cotovelada de leve em Cecilia, num gesto amigável - Vamos nos casar.
- Mas e quanto a Billie ...
  Ele a pegou pelos ombros.
- Pela última vez, eu não quero me casar com Billie. Quero me casar com você.
- Mas...
- Eu te amo, sua tolinha. Já faz anos que eu te amo."







sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Em Busca do Paraíso - Judith McNaught - {Resenha}



Em Busca do Paraíso é a história de dois jovens apaixonados, separados pela tirania de um homem arrogante e poderoso que se dá o direito de manipular pessoas e mudar o rumo de suas vidas. 

Pertencente a uma tradicional família de Chicago, Meredith Bancroft jamais teria reconhecido Matthew Farrell, não fosse uma brincadeira do destino. Tudo parecia perfeito até eles serem separados e forçados a sufocar seus sentimentos. 
Porém, Meredith e Matthew se reencontram 11 anos depois. Seus olhares se cruzam e só há um caminho para resgatar tantos anos de separação - a sinceridade do verdadeiro amor.


Minha Opinião ...

O que é o amor, perante a ser diretor de uma empresa ?

D-e-c-e-p-c-i-o-n-a-d-a

Meredith já tem tudo planejado no auge de seus 18 anos, ela vai estudar e se tornar a presidenta das empresas de sua família, vai ser a melhor nisso, juntamente com a ajuda de sua amiga de infância Lisa. Mas os planos vão por água a baixo quando Matt aparece na sua vida e lhe mostra a sensação de ser amada, mas quando ocorre gravidez, tudo o que ela vê pela frente são planos paralelos e não consegue enxergar o fim daquilo, só o que resta é ficar com Matt e ir com ele para longe de tudo aquilo que amava.

" - Meredith você é adorável, por dentro e por fora - murmurou. Inclinou-se para beijá-la, mas ela virou a cabeça, e seus lábios pousaram na orelha delicada.- Se me beijar, tranformarei os cinco milhões em seis- prometeu em tom rouco, deslizando a boca pelo rosto macio - Se for para a cama comigo, hoje, eu lhe darei o mundo- continuou, aspirando extasiado, o doce perfume que emanava dela - Mas se for morar comigo, darei muito mais que isso"
- Seis milhões e o mundo ! - ela disse baixinho, em tom desdenhoso, tentando ignorar o excitante contato dos lábios de Matt em sua pele- O que mais poderia me dar, se eu fosse morar com você ?
- O paraíso"
Matt já se decidiu, irá para Venezuela ficará lá dois anos, e construirá um império digno de um rei, ele tem a inteligência e a perspicácia para tanto, mas com a chegada de Meredith em sua vida e ainda mais um filho, não resta a ele nenhuma dúvida de que ele tem que se casar e levá-la consigo. A parte do casamento acontece, mas a ida dos dois ? De jeito nenhum.
Os dois se desentendem e não sabem porque, ela perde o bebê, e ele acha que ela abortou, ele pede o divórcio e ela acha que ele não teve a proeza de ir visita-la no hospital. Onze anos se passam e descobrem que ainda estão casados.

" - Eu costumava me perguntar como Meredith pôde jogar a cautela para a alto, ir para a cama com um estranho, ficar grávida, casar-se e quase ir para a Venezuela com o marido, tudo em questão de dias. Agora sei o que aconteceu. Você não é um simples magnata, Matthew Farrell. É um tufão ! "

Devo dizer, que entendi o livro no começo, sua narrativa foi bastante explicativa, uma filha que tinha sido criada por um pai possessivo e ciumento que fez de tudo para separar a filha de Matt Farrel, e onde a filha não tinha chances nem oportunidade de fazer uma escolha por se tratar de ser mulher. Do outro lado um homem que possui orgulho suficiente para matar um sentimento que não queria, um homem que desejava vingança para aqueles que tinham zombado de suas raízes.
Mas o que acontece depois ? Isso eu não entendo, até porque é de se imaginar que depois de tanto tempo os dois deveriam ter crescido não só fisicamente mas também psicologicamente. Mas isso acontece ? Não. Os dois se encontram e tem raiva estalando ao redor, eles brigam e descobrem que tudo não passou de um engano, de um plano vingativo por meio do pai de Meredith, eles conversam e chegam a um entendimento ? Não. Ela está noiva e tem um marido a quem ela não consegue manter as mãos longe, e Matt quer que Phillip, pai de Meredith, sofra.
Em meio a tudo isso ? Os impérios que os dois construíram ao longo do tempo, a quem os dois não largam mão, e a que tudo se refere a isso, e devo citar, que é tedioso saber tanto sobre uma empresa fictícia. Além de tudo isso vemos uma paixão nascer do nada, como se para compensar a falta de romance, mas em vez de ser um ponto positivo, se torna extremamente desnecessário.
Senti falta de tanta coisa que o livro se tornou mais um guia para futuros administradores, em vez de um romance, a que eu imaginava seria um máximo, já pensou ? Um romance mesmo depois de onze anos separados ? 
Mas isso não acontece de jeito nenhum, acho que se perdeu nas linhas em que citavam os avanços da organização e sua vendas grandiosas de casacos de pele, bolsas, e sapatos. Só me restou uma pergunta : Como um livro poderia ser tão ruim se a sua continuação é tão maravilhosa ?

OBS: Para quem não sabe a continuação desse livro é Tudo por Amor, a qual a resenha já está disponível